A vida imita a arte, a arte atrevida desdiz a vida, com medo não se vive e a vida passa despercebida.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Lacuna
Filho, não estou agüentando
A saudade que sinto de ti é enorme
O teu sorriso angelical
A tua forma doce de ser
O teu carinho incondicional
Brincar com você
De mocinho e bandido
Mesmo sendo bandido
Ser teu herói
Jogar bola
Vídeo game
Perder prá você é meu maior prazer
Estar ao lado seu é tudo de bom
E hoje o vazio me corrói
A lacuna deixada por ti
Vejo as varetas de um possível papagaio
Largadas ao lado do armário do meu quarto
Me vejo correndo contigo
Vendo-o subindo com suas cores maravilhosas
Mas aquelas varetas desnudas
Sem alma,
Sem vida,
Sem você...
Me faz sentir dor
Sempre vou te amar
Cada momento em meu viver
E logo eu que sou tão parecido com você
Ou você comigo?...
Me pego chorando como um bobo
Que deixou o saquinho de leite cair ao chão
Qual coração não chora um pedacinho
Desprendido de si
Qual amor é suportável a dor de sua ausência
Sabe filho,
Antes eu chegava à janela e via você correndo no pátio.
Mesmo quando não ia à janela, eu sabia que você estava lá.
E hoje? Onde é que você está? “além de aqui, dentro de mim”?
Filho, não estou agüentando mais.
Mas saiba, haja o que houver eu sempre estarei aqui
Esperando por ti.
Amo você.
Essa obra é dedicada ao meu filho Ícaro que mora com a mãe dele e me faz muita falta.
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Escrevi esse poema num momento de dor, escrevê-lo foi algo que aliviou-me muito. Ainda choro quando o leio.
ResponderExcluirEsse post me deixou confusa. Esse é o Ícaro? O que aconteceu?
ResponderExcluirO Ícaro está bem!!! Cresceu muito, continua lindo como o pai, só que sinto falta dele todos os dias.
ResponderExcluirP.S não só dele,mas de todos os meus filhos!
ResponderExcluirAh bom... já disse que ele é mais lindo que o pai, rss... bjão.
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